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MPRJ obtém a extradição de colombiana acusada de integrar organização criminosa especializada em roubo de criptoativos
Publicado em Mon Mar 17 18:39:24 GMT 2025 - Atualizado em Tue Mar 18 20:43:11 GMT 2025

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a extradição de Angie Paola Parra Hoyos, cidadã colombiana acusada de integrar uma organização criminosa composta por outros colombianos, especializada no roubo de criptoativos no Brasil por meio da prática conhecida como “boa noite, Cinderela”. Angie Paola é ré nas duas fases da Operação Medellín e também responde pelo crime de lavagem de dinheiro.

Após cometer um roubo na cidade do Rio de Janeiro em fevereiro de 2023, Angie Paola fugiu para os Emirados Árabes e, posteriormente, retornou à Colômbia. Com a deflagração da primeira fase da Operação Medellín, a pedido do MPRJ, a 42ª Vara Criminal da Capital decretou sua prisão, incluindo seu nome no Alerta Vermelho da Interpol. Em março de 2024, quando tentava embarcar no Aeroporto Internacional de Rio Negro, na Colômbia, com destino à República Dominicana, a polícia local efetuou sua prisão.

Logo após a comunicação da captura, o MPRJ adotou providências junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e ao Poder Judiciário para viabilizar seu pedido de extradição, que foi autorizado pelo governo colombiano e cumprido em 28 de fevereiro de 2025. Angie Paola foi entregue às autoridades brasileiras e encaminhada ao sistema penitenciário do Rio de Janeiro.

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Resende destacou que a criminalidade cibernética frequentemente ultrapassa fronteiras, exigndo uma cooperação jurídica internacional eficaz para evitar a impunidade, ressaltando o papel central do MPRJ na interlocução com todas as autoridades envolvidas no processo de extradição, garantindo a celeridade das providências necessárias. E apontou o comprometimento do Poder Judiciário, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Interpol na execução dessa operação complexa.

Fases da Operação Medellín

A primeira fase da Operação Medellín, realizada em dezembro de 2023, resultou na denúncia de quatro colombianos, incluindo Angie Paola, pelo crime de roubo impróprio majorado. O crime ocorreu no Rio de Janeiro, onde os acusados doparam a vítima e roubaram seu celular, aproximadamente R$ 125 mil em criptoativos e outros valores. Durante as prisões, José Daniel Agudelo Puerta foi detido com um documento falso, sendo também acusado de crime contra a fé pública.

Com a análise dos celulares apreendidos e a quebra de sigilo telemático, as investigações avançaram, culminando na segunda fase da operação. Essa etapa resultou em uma nova denúncia do MPRJ por organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros dois roubos impróprios. A Justiça aceitou a denúncia e decretou a prisão de seis colombianos, incluindo os quatro já indiciados na primeira fase. Durante essa segunda fase, outra cidadã colombiana foi presa pela Interpol na Colômbia e aguarda extradição para o Brasil.


Por MPRJ

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